Quem sou eu

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Araranguá, Santa Catarina, Brazil
Sou uma pessoa que apesar de meus 91 anos,recém feitos, estou sempre querendo aprender mais e mais. Agora que a tecnologia nos oferece meios cada vez mais eficazes, deixo que minha imaginação sorva tudo o que de bom e possivel para meu aprendizado. Acompanhando tantos blogues lindos arrisquei, com ajuda de meu neto Artur, a compor um no qual exponho minhas telas à óleo. Sou autodidata e pinto desde meus 12 anos. Outro hobby é o cultivo de orquídeas as quais requerem cuidados especiais tomando muito tempo, mas que me dão um prazer indescritivel na época da floração. Dedico ainda algumas horas semanais a um trabalho voluntário na Pastoral da Saúde, onde se ensina o uso de fitoterápicos como medicação alternativa. E assim vou levando a vida, este dom maravilhoso que Deus nos legou, de um modo saudavel, alegre e feliz na companhia de meu sempre amado e dedicado esposo com o qual estou casada há 69 anos e de nossos filhos, netos e bisnetos muito amados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

MEU DESABAFO

Antes de tudo, quero desculpar-me com os amigos que costumam acessar meu blog por desviar-me do propósito inicial.
O que venho fazer é um desabafo.
Tenho 84 anos, aposentei-me por tempo de serviço. Foram 30 anos de contribuição, primeiro para o IAPC e por último para o INSS. Como eu, milhões de brasileiros assim procederam e encontram-se na mesma situação.
Assistindo ao Jornal Nacional, senti imensa dor, ao ver a monumental festa dos 50 anos de Brasília. Foram tantas homenagens, merecidas é verdade, mas sequer uma alusão ao aposentado, que tanto contribuiu para sua construção.
Mas até ai tudo bem porque sempre há uma desculpa para a falha: o esquecimento.
Pois é, esse esquecimento está se prolongando demais.
Esqueceram que o aposentado necessita de um atendimento médico hospitalar melhor, mais rápido e humano. Esqueceram também que a contribuição mensal ao longo de tantos anos não foi suficiente para, agora, remunerar melhor os médicos, fazendo-os exercer a profissão com mais amor.
Enfim, esqueceram que todo o aposentado necessita de um aumento salarial equiparado ao dos trabalhadores em atividade. Será que não têm vergonha quando estão elaborando a lei salarial e optam por esta disparidade absurda?
E falta mais, esqueceram também que, apesar de tudo, o aposentado continua pagando seus impostos!...
É uma grande injustiça o que estão fazendo conosco.
Ora, se o dinheiro dos aposentados pelo INSS não foi aplicado na construção de Brasília, então é porque na época, já estava sendo desviado para os bolsos dos aproveitadores.
Com a proximidade das eleições, reflitamos muito antes de escolher o novo gestor do nosso país. E não nos esqueçamos de que para ser um bom governante, não basta o apoio dos partidos. Estes já têm seus propósitos. É necessário mais: que o candidato ouça a voz do coração e a siga, na certeza de trilhar o caminho certo, da solidariedade e da honestidade.
Ademais, partido político não tem coração!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CHUVAS DE VERÃO




Chuvas de verão

O calor estava escaldante naquela tarde de fevereiro.
O céu azul, povoado de minúsculos flocos de alvas nuvens, convidava os veranistas a aproveitar as delícias do mar.
Guarda- sois coloridos davam um toque especial e alegre à praia que já era pequena tantos eram seus ocupantes.
De repente algo acontece. Nuvens plúmbeas, mais parecidas com enormes rolos de fumaça, vindas do sul engoliam aos poucos a luz do sol até que a ocultou por completo.
Guarda-sois desarmados, cadeiras recolhidas, correria total e logo a praia fiou deserta. Somente o mar, com as ondas no seu vai e vêm constante, não perdeu a calma. Nem mesmo o vendaval provocado pelas nuvens o abalaram, porque ele sabia que era passageiro e logo viria a bonança, como acontece sempre...Chuvas de verão...
Aos poucos as nuvens se dissiparam, a praia sentiu-se serena sem o borborinho e agitação de momentos atrás , e, agradecida suas ondas continuaram se espraiando mais lentas, deixando na areia o rendilhado das espumas prateadas pela luz da lua que, medrosa, espia no horizonte para engalanar mais uma noite de plenilúnio apreciada somente por um ciclista solitário.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A revoada das andorinhas






O vôo das andorinhas

Estas pequenas aves migratórias cortam céus, cruzam mares, voam para terras longínquas, levando para os que as aguardam, o anúncio do verão tão esperado por todos.
Aí, permanecem, escolhendo seus pares para novos acasalamentos, preparando os ninhos para a chegada dos filhotes.
São três meses de intenso labor. Revoadas incansáveis, instruindo e preparando os filhotes para o longo vôo em direção à novas plagas.
Neste verão elas chegaram mais cedo e parece que vão passar a Páscoa conosco. Agora é que estão ensaiando para a partida. Jamais as vimos chegar e sequer a despedida! Será que é à noite ou pela madrugada?
O importante é que sua presença dá um toque especial às tardes na praia, deixando todos pasmos diante do dinâmico bailado que apresentam, com pousos demorados na fiação elétrica das ruas e revoadas incríveis e rasantes, deixando todos fascinados pelo lindo espetáculo que apresentam.
E assim continuam até o momento que se vão levando sonhos e ilusões dos que as acompanharam durante o verão.
Este vai e vem delas nos faz pensar na vida.
Vem de momentos felizes partilhados com quem amamos e depois vai para momentos de dolorosos desentendimentos, para novamente voltar à bonança.
... e a vida continua neste constante vai e vem.

Eliane querida, muito obrigada por mais estas lindas fotos.

sábado, 27 de março de 2010

A historia de uma marionete



Um presente que veio da Grécia

Trouxeram-me de longe, muito longe...
A moça que me trouxe é muito bonita e pelo que ouvi, ela se chama Mili. Entregou-me de presente para sua mãe, que é uma pessoa muito querida e bonita também, e logo começou a procurar um local adequado para me colocar.



Passo dias e noites pendurada num suporte em frente a um grande espelho, que é o meu consolo. Diariamente, os que por ali passam, me balançam, me dão piparotes na barriga, sacodem minhas pernas e braços e se põem a rir dos meus movimentos desengonçados.
Às vezes aparece uma garotinha que sente prazer em me arrastar pelo apartamento. Depois que ela se vai, novamente me penduram no suporte, então posso descansar e até mesmo consigo imaginar o que estão conversando na sala.